A rede coletora de esgoto é, provavelmente, o sistema mais crítico de um loteamento. Funciona silenciosamente quando bem executada e gera problemas graves e caros quando não. O empreendedor que entende os fundamentos técnicos consegue avaliar melhor os projetos que recebe e evitar aprovações precipitadas.
A rede deve alcançar todos os lotes com coletor na testada ou no fundo de lote, conforme a topografia. Lotes que não têm coletor acessível acabam ligados de forma irregular em outros pontos do sistema, gerando sobrecarga e infiltração.
A norma NBR 9649 define declividade mínima para garantir velocidade de autolimpeza (V ≥ 0,6 m/s) e declividade máxima para não superar a velocidade crítica (V ≤ 5,0 m/s) que causa erosão. Em terrenos planos, manter a declividade mínima exige aprofundamento progressivo da rede, o que eleva custo e dificulta a manutenção.
Profundidade mínima de 0,65 m (cobertura do tubo) em áreas sem tráfego de veículos e de 0,90 m em áreas com tráfego. Tubos muito profundos aumentam custo de escavação e dificultam o acesso para manutenção.
Ligações domiciliares são o calcanhar de aquiles da maioria das redes. O ramal predial precisa ter declividade mínima de 2% e profundidade compatível com a instalação interna do imóvel. Projetos que ignoram essa compatibilização geram ligações impossíveis de executar corretamente.
Poços de visita (PV) devem ser instalados em mudanças de direção, mudanças de declividade, mudanças de diâmetro, confluências de coletores e em trechos retos a cada 100 metros (máximo). PVs mal posicionados tornam a manutenção preventiva impossível e a desobstrução emergencial muito cara.
Projeto, execução e supervisão de redes de saneamento em loteamentos e condomínios. Atendemos Goiás e DF.
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