Terraplanagem parece simples de longe: mover terra de um lugar para outro. Na prática, é uma das etapas mais técnicas de qualquer obra de infraestrutura, e o ponto onde erros mais difíceis de corrigir são cometidos.
Compactação é a redução do volume de vazios do solo por aplicação de energia mecânica. O grau de compactação (GC) é a relação entre a massa específica seca obtida em campo e a massa específica máxima definida em laboratório pelo ensaio Proctor.
Para aterros de rodovias, a norma DNIT exige GC ≥ 100% do Proctor Normal nas camadas superiores. Para aterros de fundação, o projeto estrutural define os valores. Para loteamentos residenciais, o mínimo é 95% do Proctor Normal.
Um aterro com GC de 85% quando deveria estar em 100% vai recalcar. É questão de quando, não de se. E quando recalcar, vai levar junto o pavimento, a calçada ou a estrutura apoiada sobre ele.
O controle correto envolve dois procedimentos complementares:
A compactação eficiente depende de duas variáveis controladas em campo: espessura de camada (geralmente 20 a 30 cm soltos, dependendo do equipamento) e umidade do solo no momento da compactação. Solo muito seco não compacta. Solo muito úmido desloca em vez de compactar.
Todo pavimento flexível ou rígido é projetado para uma capacidade de suporte do subleito, medida pelo CBR (Índice de Suporte Califórnia). Se o aterro não foi compactado corretamente, o CBR real é menor que o de projeto, e o pavimento vai falhar antes do prazo de vida útil projetado.
Executamos com laudo de compactação por camada e relatório técnico entregue ao cliente. Atendemos Goiânia, região metropolitana e DF.
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